FAUSTI - "Até agora, nada pedistes em meu nome. Pedi e vos será dado." Em breve, Jesus nos dará o Seu Espírito: unidos a Ele, em Seu Nome, obteremos tudo. Nossa oração é plenamente atendida, além de toda esperança. O dom certo que nosso pedido obtém do Pai é o Espírito que nos torna filhos e filhas. (Gl 4,6) Ao nos dar o Seu Amor perfeito, o Seu próprio Espírito, Jesus nos dá a plena alegria do Filho, que ama como é amado pelo Pai. Em breve chegará a hora, a hora em que tudo se realizará. Então Jesus não falará mais por símiles, mas com o dom da sua carne e do seu Espírito. Dos sinais da glória, passaremos à própria Glória, que nos mostrará o significado dos sinais. É "aquele dia" em que "conhecereis que eu estou no Pai, e vós em mim, e eu em vós" (14,20). Então tudo se esclarecerá e não Lhe pediremos mais nada. Será o dia da ressurreição, quando receberemos o Espírito. Nesse dia, pediremos em nome de Jesus. Graças à Sua "partida", Ele nos deu o dom do Seu Espírito, que clama em nós: "Abba" (Gl 4,6; Rm 8,15). Jesus agora deixa o mundo que O odeia e O mata. Mas, precisamente ao deixar o mundo, Ele cumprirá a Sua missão de testemunhar a todos o amor do Pai. O significado da Sua missão é ir ao Pai, abrindo-nos o caminho até Ele. O Filho é a PALAVRA que procedeu de Deus, que não retorna a Ele sem ter cumprido o que Ele mesmo foi enviado para fazer. Ele fará a Sua Vida brotar na terra (Is 55,10). Os discípulos dizem que creem. Mas a sua confiança permanece cega, sem entendimento. Mas quando se dispersarem e O deixarem sozinho, compreenderão que Ele crê neles, Seus irmãos... Compreenderão isso depois que Ele for para o Pai: vendo-O na cruz, saberão que Ele ama sem medida. Então, sua fé será iluminada e terá seu conteúdo. Sua fé é embrionária e incompleta: ainda não foi confrontada com a glória. A Paixão, que começou na Última Ceia, está quase consumada, a obra está quase concluída: é o momento do nascimento de uma criança. Os discípulos sofrerão escândalo, o pastor será espancado e as ovelhas serão dispersas, presa fácil para o lobo. Eles verão a cruz como um fracasso. Somente a Mãe de Jesus e o discípulo amado compreenderão nela a realização do amor. Jesus prediz a deserção dos discípulos, como já havia previsto a negação de Pedro. Em sua solidão, Jesus se revelará como o Filho Único que nos ama com o mesmo amor que o Pai. O abandono dos discípulos será momentâneo. É justamente nisso que Jesus revelará a Sua Glória, um Amor fiel que não abandona nem mesmo quem O abandona. O Filho enfrenta essa solidão porque ama como o Pai O ama. É o momento em que há a maior harmonia entre os dois, a hora em que o Filho revela o Pai e em que finalmente conhecemos, do menor ao maior, quem é o Senhor. Então, com Paulo, podemos exclamar que nada pode nos separar do amor de Deus. Certamente não do que temos por Ele, mas do que Ele tem por nós em Cristo Jesus, nosso Senhor. Ele falou do ódio do mundo e da aflição que os discípulos terão que enfrentar depois dEle, com Ele e como Ele. Jesus quer que superemos essa convulsão e nos dá a Sua paz. Essa Paz está "em mim", diz Jesus; consiste em estar nEle, com o Seu destino. A paz será o dom do dia em que o Ressuscitado se manifestar e vencer os nossos medos. Enquanto "no mundo" temos tribulações, "nEle" temos a Sua Paz Filial, que está sempre com o Pai. "Mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." A cruz não é a vitória do mal, mas a vitória do Amor. Com esta fé, o discípulo também nasce de Deus e é vencedor do mundo.
Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, atravessando a planície, desceu a Éfeso. Lá, encontrou alguns discípulos e lhes perguntou: "Vocês receberam o Espírito Santo quando creram?" Eles responderam: "Nós nem sequer ouvimos que existe o Espírito Santo". E ele perguntou: "Que batismo vocês foram?" "O batismo de João", responderam eles. Então Paulo disse: "João batizou com um batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que viria depois dele, isto é, em Jesus. Ouvindo isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, assim que Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e começaram a falar em línguas e a profetizar. Ao todo, eram cerca de doze homens. Depois de entrar na sinagoga, falou livremente por três meses, discutindo e tentando persuadir os que ouviam falar do Reino de Deus.
LEITURA DO EVANGELHO Do Evangelho segundo João Gn 16:29-33
Naquele tempo, os discípulos disseram a Jesus: "Olha, fala abertamente e não mais em segredo. Agora sabemos que sabes tudo e não precisas de ninguém para te interrogar. Por isso cremos que saíste de Deus." Jesus respondeu-lhes: "Vocês creem agora? Eis que vem a hora, e já chegou, em que vocês se dispersarão, cada um de vocês, e me deixarão em paz. Mas eu não estou sozinho, porque o Pai está comigo. Eu vos disse isto para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo!
As Palavras dos Papas Cremos que Jesus derrotou definitivamente Satanás e, assim, nos libertou do medo dele. (...) Se em Jesus o maligno foi derrotado, a sua vitória deve, no entanto, ser livremente acolhida por cada um de nós, até que o mal seja definitivamente eliminado. A luta contra o mal exige, portanto, empenho e vigilância constante. A libertação definitiva só pode ser vista numa perspetiva escatológica (cf. Ap 21, 4). Para além dos nossos esforços e mesmo dos nossos fracassos, permanecem as palavras reconfortantes de Cristo: "No mundo tereis tribulações, mas tende bom ânimo!" Eu venci o mundo" (Jo 16,33). (João Paulo II; Audiência Geral, 18 de agosto de 1999) Tudo isso nos ajuda a não deixar cair os braços diante do peso da iniquidade, diante da zombaria dos ímpios. A palavra do Senhor para essas situações fatigantes é: "Coragem, eu venci o mundo!" (Jo 16,33). E esta palavra nos dará força. (Padre Francisco de Santa Marta, 2 de abril de 2015)
FAUSTI - "Até agora, nada pedistes em meu nome. Pedi e vos será dado." Em breve, Jesus nos dará o Seu Espírito: unidos a Ele, em Seu Nome, obteremos tudo.
RispondiEliminaNossa oração é plenamente atendida, além de toda esperança.
O dom certo que nosso pedido obtém do Pai é o Espírito que nos torna filhos e filhas. (Gl 4,6)
Ao nos dar o Seu Amor perfeito, o Seu próprio Espírito, Jesus nos dá a plena alegria do Filho, que ama como é amado pelo Pai. Em breve chegará a hora, a hora em que tudo se realizará.
Então Jesus não falará mais por símiles, mas com o dom da sua carne e do seu Espírito.
Dos sinais da glória, passaremos à própria Glória, que nos mostrará o significado dos sinais.
É "aquele dia" em que "conhecereis que eu estou no Pai, e vós em mim, e eu em vós" (14,20). Então tudo se esclarecerá e não Lhe pediremos mais nada.
Será o dia da ressurreição, quando receberemos o Espírito.
Nesse dia, pediremos em nome de Jesus. Graças à Sua "partida", Ele nos deu o dom do Seu Espírito, que clama em nós: "Abba" (Gl 4,6; Rm 8,15). Jesus agora deixa o mundo que O odeia e O mata. Mas, precisamente ao deixar o mundo, Ele cumprirá a Sua missão de testemunhar a todos o amor do Pai.
O significado da Sua missão é ir ao Pai, abrindo-nos o caminho até Ele.
O Filho é a PALAVRA que procedeu de Deus, que não retorna a Ele sem ter cumprido o que Ele mesmo foi enviado para fazer.
Ele fará a Sua Vida brotar na terra (Is 55,10).
Os discípulos dizem que creem. Mas a sua confiança permanece cega, sem entendimento. Mas quando se dispersarem e O deixarem sozinho, compreenderão que Ele crê neles, Seus irmãos...
Compreenderão isso depois que Ele for para o Pai: vendo-O na cruz, saberão que Ele ama sem medida.
Então, sua fé será iluminada e terá seu conteúdo.
Sua fé é embrionária e incompleta: ainda não foi confrontada com a glória.
A Paixão, que começou na Última Ceia, está quase consumada, a obra está quase concluída: é o momento do nascimento de uma criança.
Os discípulos sofrerão escândalo, o pastor será espancado e as ovelhas serão dispersas, presa fácil para o lobo.
Eles verão a cruz como um fracasso.
Somente a Mãe de Jesus e o discípulo amado compreenderão nela a realização do amor.
Jesus prediz a deserção dos discípulos, como já havia previsto a negação de Pedro.
Em sua solidão, Jesus se revelará como o Filho Único que nos ama com o mesmo amor que o Pai. O abandono dos discípulos será momentâneo.
É justamente nisso que Jesus revelará a Sua Glória, um Amor fiel que não abandona nem mesmo quem O abandona. O Filho enfrenta essa solidão porque ama como o Pai O ama.
É o momento em que há a maior harmonia entre os dois, a hora em que o Filho revela o Pai e em que finalmente conhecemos, do menor ao maior, quem é o Senhor. Então, com Paulo, podemos exclamar que nada pode nos separar do amor de Deus. Certamente não do que temos por Ele, mas do que Ele tem por nós em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Ele falou do ódio do mundo e da aflição que os discípulos terão que enfrentar depois dEle, com Ele e como Ele.
Jesus quer que superemos essa convulsão e nos dá a Sua paz.
Essa Paz está "em mim", diz Jesus; consiste em estar nEle, com o Seu destino. A paz será o dom do dia em que o Ressuscitado se manifestar e vencer os nossos medos.
Enquanto "no mundo" temos tribulações, "nEle" temos a Sua Paz Filial, que está sempre com o Pai.
"Mas tende bom ânimo, eu venci o mundo."
A cruz não é a vitória do mal, mas a vitória do Amor.
Com esta fé, o discípulo também nasce de Deus e é vencedor do mundo.
LEITURA DO DIA
RispondiEliminaAtos dos Apóstolos
Atos 19:1-8
Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, atravessando a planície, desceu a Éfeso. Lá, encontrou alguns discípulos e lhes perguntou: "Vocês receberam o Espírito Santo quando creram?" Eles responderam: "Nós nem sequer ouvimos que existe o Espírito Santo". E ele perguntou: "Que batismo vocês foram?" "O batismo de João", responderam eles. Então Paulo disse: "João batizou com um batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que viria depois dele, isto é, em Jesus. Ouvindo isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, assim que Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e começaram a falar em línguas e a profetizar. Ao todo, eram cerca de doze homens. Depois de entrar na sinagoga, falou livremente por três meses, discutindo e tentando persuadir os que ouviam falar do Reino de Deus.
LEITURA DO EVANGELHO
Do Evangelho segundo João
Gn 16:29-33
Naquele tempo, os discípulos disseram a Jesus: "Olha, fala abertamente e não mais em segredo. Agora sabemos que sabes tudo e não precisas de ninguém para te interrogar. Por isso cremos que saíste de Deus." Jesus respondeu-lhes: "Vocês creem agora? Eis que vem a hora, e já chegou, em que vocês se dispersarão, cada um de vocês, e me deixarão em paz. Mas eu não estou sozinho, porque o Pai está comigo. Eu vos disse isto para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo!
As Palavras dos Papas
Cremos que Jesus derrotou definitivamente Satanás e, assim, nos libertou do medo dele. (...) Se em Jesus o maligno foi derrotado, a sua vitória deve, no entanto, ser livremente acolhida por cada um de nós, até que o mal seja definitivamente eliminado. A luta contra o mal exige, portanto, empenho e vigilância constante. A libertação definitiva só pode ser vista numa perspetiva escatológica (cf. Ap 21, 4). Para além dos nossos esforços e mesmo dos nossos fracassos, permanecem as palavras reconfortantes de Cristo: "No mundo tereis tribulações, mas tende bom ânimo!" Eu venci o mundo" (Jo 16,33). (João Paulo II; Audiência Geral, 18 de agosto de 1999)
Tudo isso nos ajuda a não deixar cair os braços diante do peso da iniquidade, diante da zombaria dos ímpios. A palavra do Senhor para essas situações fatigantes é: "Coragem, eu venci o mundo!" (Jo 16,33). E esta palavra nos dará força. (Padre Francisco de Santa Marta, 2 de abril de 2015)